quinta-feira, 4 de julho de 2013

Revista Ecoaventura e outra matéria nossa !!!!

Texto da matéria confirmado, segue abaixo aqui no blog antes da publicação na revista...
Quem sabe não sairei na capa desta vez...


MATÉRIA DO LEITOR

 

Aventura em água argentinas

 

Já havíamos ido à Argentina em outras duas ocasiões, a última, em 2009, foi inesquecível. E desta vez a expectativa era ainda maior

 

Por Fábio Bordin, Roberto Silveira e Rodrigo Nanini

 

Partimos no dia 14 de janeiro de 2012 rumo a Itá-Ibaté, província de Corrientes, Argentina (distante cerca de 500 km de Foz do Iguaçu) com a expectativa de realizar "a pescaria" nas águas do rio Paraná. Nesta região o rio possui grande volume, suas águas são incrivelmente limpas, e a legislação local inibe a pesca predatória, o que torna o lugar muito interessante para diversas modalidades de pesca.

Chegamos à pousada no mesmo dia e, com entusiasmo contagiante, os guias relataram que estavam saindo muitas Piracanjubas e Dourados, ao contrário dos Pintados, mais difíceis em função da época. Após nos acomodarmos, preparamos as tralhas e aguardamos ansiosos até o momento de ir para a água no dia seguinte.

Com base nas informações, optamos por começar a pescar de arremesso com iscas artificiais, pois além de se tratar de duas espécies de predicados indiscutíveis, trata-se de uma modalidade que mantém o pescador em constante atividade.

 

Dourados e Piracanjubas

Saímos bem cedo no primeiro em busca dos pontos com maior quantidade de estruturas na margem, locais mais promissores para a pesca de arremesso. Neste dia nos divertimos com belos exemplares no pincho. Entre eles, uma bela Piracanjuba e um Dourado muito grande que me rendeu uma disputa inesperada, já que, o normal nessa modalidade, é encontrar peixes de porte mediano.

No dia seguinte optamos pela pesca de Pacus na batida, que é bastante esportiva. Neste tipo de pescaria isca, coquinhos da região, precisam ser arremessados com precisão na sombra das árvores para que imitem o modo como caem naturalmente. Além do mais, usamos materiais leves, e como a espécie possui muita força, é preciso muita perícia para vencê-la.

No período da tarde Rodrigo e Roberto saíram para pescaria de rodada. O primeiro pegou um Jaú de porte médio e estava eufórico, enquanto Roberto conseguiu dois belos Dourados no corrico, sendo um deles de 12 quilos.

Em um dos dias almoçamos na margem do rio. No cardápio, peixe assado e uma saborosa carne argentina. O clima de amizade e companheirismo é a tônica de uma pescaria, e isso ficou evidente nessa ocasião, com muitas brincadeiras e solidariedade. E não poderia ser diferente, afinal, todos têm o mesmo objetivo, se divertir e estreitar os laços de amizade.

Ficamos tão relaxados à beira do rio que nem percebemos que uma das embarcações se soltou e desceu o rio por alguns quilômetros. Não fosse pelo fato de estarmos em dois barcos, ficaríamos por ali, ilhados.

 

Preservação e degradação

Tomamos tanto cuidado com o meio ambiente, que por onde passamos fazemos questão de não deixar vestígios. Por isso, todo o lixo produzido é recolhido e seu descarte feito em local adequado. Pena que nem todos tem a mesma preocupação, já que, infelizmente, ainda tem muita gente que não se incomoda com a preservação, e não é só na questão do lixo.

Em uma tarde, quando voltamos ao rio para mais um período de pesca, nos surpreendemos com a presença de armadilhas descendo o rio. Feitas com um fio forte esticado entre dois apoios flutuantes, e algumas pernadas colocadas a cada dois metros com anzóis, elas são soltas criminosamente na correnteza para capturar Dourados. O guia, tão logo a avistou, aproximou o barco no intuito de destruí-la. Só não imaginávamos que iríamos encontrar três belos Dourados cansados, mas ainda vivos, presos a ela. Indignados, retiramos os peixes da armadilha, aguardamos até que se recuperassem, e os soltamos.

Passado o momento de indignação, e certos de que fizemos nossa parte, voltamos à pescaria. Após uma chuva forte, tive duas excelentes capturas de Dourados. Com pescava de rodada, foi preciso muito esforço durante a disputa, porém os peixes retribuíram com belos saltos para ficarem eternizados na lembrança. Um dos exemplares, com aproximadamente 13 quilos, foi capturado ao entardecer, já durante o por do sol, o que nos rendeu lindas fotos em um cenário inesquecível.

 

Pintados, Piaparas e Piracanjubas

Os dias se seguiram e os grandes Dourados continuaram nos privilegiando. No último dia fomos até Yahapé, cerca de 50 minutos rio abaixo em relação à pousada para tentar a captura de Pintados. Mas como o guia havia alertado, eles estavam difíceis. Mesmo assim Roberto ainda conseguiu um bom exemplar.

À tarde nos dedicamos à modalidade de pingo ou rodadinha, onde o barco fica apoitado e usamos material leve. Nesse tipo de pescaria o alvo são as Piaparas, peixe que exige sensibilidade e atenção, já que ataca a isca com muita sutileza. Conseguimos várias capturas, não só dessa espécie, como também, de Piracanjubas, outro peixe extremamente esportivo quando usamos equipamento leve. Foram tantas ações e capturas que da próxima vez reservaremos uns dias a mais para dedicar a elas.

Como perceberam, foram muitas capturas e sempre de bons exemplares. Porém, mais que as emoções dos peixes capturados e a emoção de soltá-los, outro grande legado de uma pescaria são as novas amizades que se faz, e principalmente, os momentos de total despreocupação o que nos permite zerar estresse para retornar a rotina do cotidiano.
 
Bim pescador !!!!